Rama Navami

RAMA Navami é um festival na India onde se celebra o nascimento de Rama, filho do Rei Dasaratha e da Rainha Kausalya, considerado o sétimo avatar do Deus Vishnu. Sua saga é contada no épico Ramayana.

Rama, guerreiro incomparável, fiel ao dharma e príncipe ideal, representa a Verdade e as qualidades mais puras dos seres humanos.

“O Ramayana é uma das histórias mais populares do mundo e faz parte se dua própria tradição ser recontado em diferentes épocas e lugares…” Wiliiam Buck

O Ramayana é um dos épicos indianos mais conhecidos, ao lado do Mahabharata. Ambos são fonte inesgotável da cultura e sabedoria milenar indiana, e possuem valores nitidamente universais.

A celebração aberta no Espaço Rasa dará início ao Projeto Ramayana 2013.

O Projeto Ramayana, com sede no Espaço Rasa e iniciado em 2009, vem se desenvolvendo, transformando-se e evoluindo a cada ano. Foram realizadas 3 montagens (2009/2010/2011) reunindo dança, música e teatro para recontar o épico, todas na época do Diwali (festival das luzes) no Viga Espaço Cênico. Ao final das performances, um ritual de prosperidade para a deusa Lakshimi, juntamente com o público, numa grande celebração.

Neste sábado, faremos no Espaço Rasa um ensaio aberto com episódios do épico Ramayana em diversas linguagens cênicas (teatro, bonecos, dança, música, etc), em processo investigativo. O primeiro aconteceu em novembro/2012.

Ao final, será feito um puja (prece ritualizada), além da leitura de cenas e dança relacionadas ao nascimento e vida de Rama, encerrando com um mantra kirtan e consulta ao oráculo.

Gratuito

Obs: Para o puja, trazer uma fruta, um incenso e uma flor, vir preferencialmente com uma roupa clara.

Programação
15h às 18h – Ensaio Aberto com bate-papo
18h – Puja

Mais info: www.espacorasa.art.br
Tel 3868-2612 / 99919-7311

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Apresentações Ramayana Diwali – Viga Espaço Cênico e Casa Jaya

 

 

A segunda apresentação do espetáculo Ramayana Diwali 2011 acontecerá sábado agora, 29/10/2011, às 20h30, na Casa Jaya,  rua Capote Valente, 305, Pinheiros. Telefone: 2935-6987

Ingressos: R$ 30  e  R$ 15 para estudantes.

Informações:

Espaço Rasa:  www.espacorasa.art.br

Telefones: 3868-2612 e 9919-7311 (Andrea Prior)

Venha celebrar a chegada das luzes conosco!

Jaya!!!

Obs: Nesta apresentação não teremos distribuição de Prasada.

De todos os caminhos propostos pelo pensamento indiano, eis o mais assiduamente frequentado e de aproximação mais difícil. Não sabemos como traduzir esta palavra. Mesmo o tao (ou dao) chinês nos fornece apenas uma imagem imperfeita. Normalmente, dizemos “a lei”, mas em alguns momentos devemos dizer “o dever”. Os dois sentidos se mesclam continuamente.

O dharma – às vezes personificado como um deus – é antes de tudo a ordem do universo, que faz girar os planetas, amainar a monção, germinar os grãos: uma força de formas múltiplas, mas cuja e coesão são indispensáveis. Sem ela, toda a existência, aparente ou real, seria interrompida. O universo se veria entregue ao caos, à destruição, talvez sem esperança de renascimento.

Neste sentido, está próximo das “leis que Deus colocou na natureza”, e que Descartes se propunha a descobrir. Com esta nuance perigosa: estas leis são frágeis. Este mundo está ameaçado.

O dharma é também uma qualidade individual, que nos é atribuída no nascimento, e que todos devemos respeitar. É neste sentido que ele se aproxima do nosso “dever”. Devemos seguir nosso  dharma – e isto pode significar (apesar de ter sido bastante criticado na Índia) que não devemos sair do patamar onde o destino nos colocou desde a primeira hora.

Seguir nosso dharma significa esforçarmo-nos no sentido de uma ação justa, no território que é o nosso. Existe um dharma do padeiro, do magistrado e do guerreiro. Ainda hoje, as leis voltadas no parlamento indiano referem-se constantemente ao dharma. No Mahabharata, o homem destinado a ser rei, num tempo especialmente sombrio, Yudishsthira, é o próprio filho do deus Dharma. Ele é Dharmajara, quer dizer, o dharma feito rei. Por uma vez, a lei do universo encarnou-se na pessoa de um homem, o  típico rei, o rei perfeito, com uma única restrição: ele não quer ser rei. Ele recusa a carga, que acha muito pesada. É o que conta o poema.

A originalidade do pensamento indiano está, sem dúvida, em estabelecer uma relação, uma espécie de solidariedade, entre o dharma individual e o dharma cósmico. Um indivíduo, ou alguns indivíduos, podem se afastar de seu dharma, conduzir-se de uma maneira errada: isto diz respeito apenas a eles. Seu karma ficará diminuído, e eles renascerão numa categoria pouco desejável. A ordem do mundo não será afetada. É evidente que não podemos exigir que todos os homens sejam permanentemente “virtuosos”, para empregar um termo bem nosso.

O problema começa quando a maioria dos seres humanos deixa de conduzir-se de acordo com seu dharma, quando as multidões e nações ficam contagiadas pela injustiça e pela violência (que povo pode dizer que escapará disso?). Neste caso, o desaparecimento  coletivo do dharma, o adharma, ameaça a ordem cósmica. É aqui que entra em jogo a esta surpreendente solidariedade. As estrelas não são indiferentes às nossas ações. Em outros termos: nós somos responsáveis, coletivamente responsáveis, pela ordem do mundo. É bom estarmos cientes disso. Se esquecermos o dharma, o dharma nos esquecerá. Se desprezarmos a ordem do mundo, ela se voltará contra nós. E como não provocar essa perigosa ruptura de aliança, mesmo hoje, quando observamos a maneira como tratamos os elementos – o ar, a água, a terra – dos quais nascemos, no meio dos quais vivemos?

A Índia não se surpreende muito com essa coincidência, que cada um pode observar, entre a exasperação da violência – que se manifestou tão catastroficamente nos EUA em 11 de setembro de 2001 – e do desequilíbrio do clima, a seca devastadora em metade da Ásia, a subida dos oceanos. Tudo isso é normal: vivemos o tempo do Kaliyuga, a época da destruição.

Assim, esse pensamento distante, que pode nos parecer estranho, está na própria base do que chamamos de ecologia, sem que saibamos do que realmente se trata. E no labirinto antigo abre-se uma pista freqüentemente percorrida, onde os ecos contemporâneos podem nos impressionar e nos iluminar.

Ecos que reencontrarmos no budismo, no qual o dharma ganhou um sentido mais preciso. Muitas vezes, chegam a compará-lo à própria doutrina de Buda, a um dos três “tesouros” ou dos três “refúgios”. Ele é a regra à qual o discípulo deve se ater para sempre, mesmo na solidão, mesmo afastado do burburinho do mundo, porque sua atitude, sua meditação e a retidão de sua vida podem contribuir, aos olhos imensos do cosmos, para o equilíbrio do todo.

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Cenas do Ramayana Diwali 2010 – Viga Espaço Cênico

 

Projeto Ramayana Integral (oficinas/working progress/ensaios/montagem com apresentação)
Valores por turma : R$ 700 ou 3x de R$ 250  – Seleção de bolsas: enviar currículo, carta de interesse e número do DRT para espaco.rasa@uol.com.br.

Acesse nosso site: www.espacorasa.art.br